BLOGELLERA

A Holanda está mudando de nome.



A partir de 2020, a Holanda vai trocar de nome. Na verdade, irá utilizar como padrão o seu nome oficial: Países Baixos.


Holanda, é um apelido que pegou forte, a ponto de a seleção de futebol utilizar esse nome.

E o país decidiu fazer uma ação de comunicação e... branding (isso pode ser considerado branding? Já vamos tratar disso) a fim de banir o nome Holanda para designar a nação.

A questão é que Holanda corresponde a apenas duas províncias (como estados no Brasil), a Holanda do Norte e do Sul. É onde está localizado um dos maiores portos do mundo, em Rotterdam (Sul), e a famosa Amsterdã (Norte). Como são cidades muito importantes e conhecidas dos Países Baixos, convencionou-se chamar os Países Baixos de Holanda. Agora, o governo quer mudar isso. Para tanto, planejou e está colocando em prática uma grande campanha de publicidade global (documentos oficiais, jornais, etc, que usavam Holanda como sinônimo de Países Baixos estão proibidos) para fixar o “novo” nome.

O aspecto do branding ou rebranding, como alguns artigos têm colocado, é adequado para essa ação?

Logomarca antiga (a esquerda) e nova (a direita) dos Países Baixos.

Primeiro, vamos definir rapidamente o que é branding: é um modelo de gestão que visa ao usuário e à imagem da marca como centro da ações. Não é comunicação, não é marketing, não é propaganda. E como podemos colocar o usuário no centro? Ensinado a toda as pessoas envolvidas com a marca/negócio a importância de se perceber no lugar do usuário/cliente (a hipster empatia!!).


Portanto, mudar o nome de um país ou empresa é apenas ação de marketing/comunicação que age na superfície das coisas. Para se ter uma transformação na gestão ou até mesmo para que os envolvidos/steackholders “comprem” a ideia (no caso dos Países Baixos), deve existir uma grande comunicação interna (endomarketing) explicando os motivos e os benefícios da mudança.


Quanto ao rebranding: ele só pode ser aplicado a uma empresa que já tenha uma gestão de negócio voltada ao usuário. Caso contrário é fake afu!!


Em tempo: para o negócio focar no usuário, não basta tratá-lo bem, é preciso um propósito (por que o negócio existe) e um posicionamento (de que modo e para quem esse propósito vai ser colocado em prática) que sejam relevantes para as pessoas.


Por fim, a mudança de nome da Holanda parece ser muito mais uma ação de comunicação/marketing (o que não tira seu brilho) do que um “rebranding”. Não há nesta atitude uma mudança que vá impactar os usuários (cidadãos e turistas) de modo significativo e tampouco mexe no propósito do país (sim, nações têm propósitos, como as empresas).


Creio que altere apenas o posicionamento, ou seja, um nome que acolhe todas as províncias e, desse modo, se posiciona ao lado de todos os cidadãos.


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Um abraço do Ellera

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