Quando ingressei na faculdade de publicidade, em 1991, logo procurei um meio para me inserir no mercado. Consegui um trabalho em uma empresa de sistemas de pré-impressão por caminhos muito exóticos, cuja história, que mereceria um BlogEllera exclusivo, está ligada à gloriosa imprensa alternativa.
Comecei, então, a circular pelas agências de Porto Alegre e a gingar conforme suas manhas e mandingas. Eu queria entender o mercado da comunicação, o diabo é que se passaram 20 anos e eu continuo tentando compreendê-lo. Sempre questionador, me pergunto se o papel vai acabar, torcendo para que não, porque, além de ser um dos focos do trabalho da Ellera, adoro o cheiro da tinta no papel couchê.
O bom de percorrer duas décadas trabalhando em um mesmo setor é que se descobre que sempre haverá dúvidas, por mais experiente e calejado que seja o vivente, e o legal da dúvida é que ela nos leva às alternativas, à pesquisa e ao aprimoramento.
Quando constituí a Ellera, com quase 20 anos de idade, eu tinha, invés de dúvidas, muitas certezas, sendo a mais importante delas é a de que teria sucesso.
Porém, os primeiros tropeços, naturais de um empreendedor, já transformaram minhas convicções em... dúvidas: Será que esse cliente vai me pagar? E aquele prazo, conseguirei cumprir? Lógico que alguns clientes ficaram devendo, mas acredito que os prazos eu sempre honrei (se eu estiver enganado, mandem e-mail que eu publico!!).
Enfim, os “trupicos” da vida servem para aprendermos a viver e a entender, e como disse Oscar Wild: “experiência é nome que damos aos nossos erros”.
Hoje, 1º de novembro de 2011, completo 20 anos de acertos e erros, certezas e dúvidas, o que me confere mais cautela e uma visão menos ansiosa diante dos problemas, pois toda essa experiência me ensinou a fazer sempre o meu melhor.
Percebo, assim, os próximos 20 anos como os mais promissores, porque ainda tenho a mesma disposição daquela primavera de 1991, porém, com muito mais vivência, cultura e objetivos para “desatar os nós” da comunicação contemporânea. As incertezas permanecerão, fazem parte do pacote da vida, até mesmo porque são fundamentais para o crescimento do individuo, ou tens alguma dúvida?
Clique na imagem a amplie os 20 anos da Ellera!
Escrito por Lorenzo Ellera
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Iberê + Café + Entardecer
“Na memória, o antigo permanece. No passar vertiginoso do tempo, o instante quer ficar. O pintor é o mágico que imobiliza o tempo.” Iberê Camargo (1914-1994)
Quem ainda não foi à Fundação Iberê Camargo está em débito com a cidade e com o esplendoroso Iberê.
Para quem já foi, sempre vale repetir a dose. Em seu imponente prédio à beira do Guaíba, estão rolando duas imperdíveis exposições:
No quarto andar, até o dia 30 de outubro, o mestre Iberê Camargo toma conta do seu “território” com a mostra A LINHA INCONTORNÁVEL: DESENHOS DE IBERÊ CAMARGO.
O site da fundação coloca que,
[...] A linha incontornável: desenhos de Iberê Camargo reúne 110 obras que percorrem mais de meio século da produção do artista. São 99 desenhos (dentre os quais se incluem grafites, bicos de pena, guaches, pastéis, esboços e estudos diversos), sete pinturas, uma gravura e três cadernos de desenho – dos quais estão disponíveis reproduções que podem ser manuseadas pelo público. [...] A seleção que constitui a exposição “A linha incontornável – uma aproximação ao desenho de Iberê Camargo” procura evidenciar que o desenho do artista, mesmo quando pautado pela urgência ou pelo descompromisso, traz a marca que nos acostumamos a admirar em sua pintura e em sua gravura. Encontramos lá o mesmo domínio técnico e formal a serviço da busca apaixonada – insistente, convulsionada.
No terceiro e no segundo andares, acontece, até o dia 28 de agosto, a mostra IBERÊ CAMARGO E O AMBIENTE CULTURAL BRASILEIRO DO PÓS-GUERRA.
Com obras modernistas de Iberê e de outros 23 artistas, essa exposição apresenta um tocante recorte da arte não figurativa brasileira. Segundo a Fundação Iberê Camargo,
[...] o objetivo da exposição é mostrar ao público a transformação conceitual pela qual a arte brasileira passou entre as décadas de 1950 e 1970. Embora as obras da mostra revelem o caráter heterogêneo da produção do período, é possível apontar duas correntes principais: a dos concretistas, que projetavam sua obra racionalmente e a priori, e a dos abstracionistas, cujo trabalho final era determinado predominantemente durante o processo de execução.
Para finalizar, não deixe de apreciar um saboroso café na cafeteira PRESS, anexada à Fundação, com uma vista excepcional do lago Guaíba e o seu singular crepúsculo. Sugiro um exótico café que tomei, de nome imperioso: ROMANO. Apesar do pomposo título, sua fórmula é supersimples: café com raspas de limão. Pode parecer estranho, mas é uma delícia latina. Outra opção bacana para desfrutar o pôr do sol nesse aconchegante ambiente é regar o momento com uma taça de vinho, mas te liga que o estabelecimento fecha às 20h.
A única maneira de promovermos uma sociedade melhor é pela educação.
É incrível como ainda hoje no século XXI, pessoas joguem bagana de cigarro na rua, não respeitem a faixa de segurança e deixem lixo nas areias das praias.
Educação não precisa ser necessariamente pelos meios formais (que também são muito importantes), podemos educar as pessoas com ações divertidas e inteligentes, como neste link a seguir (é bem rapidinho mas super emocionante - não percam).
Antes, finalizo com uma mensagem.
Faça a sua parte, por mais singela que possa parecer.
Pequenas atitudes já fazem a diferença, então:
Buzine apenas em caso de extrema necessidade.
A calçada não é lixo, mas sim a extensão da nossa casa, não jogue sujeira na rua.
Eu estava cheio de dedos (com trocadilho)manuseando meu livro novo.A minha pacienciosaespera, de, aproximadamente, quatro semanas, foi recompensada. Aliás, estatinha sido aminha primeira compra na Amazon.
Ao abrir o pacote dos Correios fiqueiMARAVILHADO: ele era lindão, capa dura e um belolayout de capa e miolo, como esperado, afinal, se tratava de uma publicação que conta a história do design gráfico contemporâneo.
Comecei a ler e folhear as páginas de um encorpado papel couche, e fui ficando cada vez mais entusiasmado com o texto e as ilustrações.
Senti necessidade de fazer anotações e sinalizar partes relevantes, mas eu não tinha coragem de “interferir” naquela publicação, então passei a fazer as observações em um caderno.Os dias foram passando e meu deslumbre por aquele livro permanecia, eu tinha muito respeito e admiração por ele, folheava as páginas com todo o zelo, no entanto, a estratégia de fazer as anotações em umlugar separado era pouco “produtiva” e à medida que fui criando intimidade com este livro, fui cogitando a ideiade “rabiscar” diretamente nele.
Depois de algumas semanas de “relacionamento” com o livro perdi o pudor e passei a fazer anotações e marcações diretamente nas suas magníficas páginas, enfim desvirginei a publicação.
Pode parecer bobagem, mas, para mim, foi um momento de reflexão e alegria. Calma... vou explicar.Entendi aquela situação como uma relação entre pessoas, que ao se conhecerem medem as palavras gestos e até... pensamentos!! Foi que senti em relação àquele livro no momento que me permiti rabiscá-lo. A partir daí eu já estava íntimo o bastante daquela gloriosa publicação para poder “modificá-la”.
Este episódio me fez pensar além de umasituação pontual.Refleti que os adoradores de livros têm uma relação de “convivência” com as publicações, e quando se trata de um tomo especial esta intimidade não se dá de imediato. Temos que nos aproximar dele, criar um vínculo, para então perceber que ele está ali para ser marcado, sinalizado, enfim interagido sem nenhum pudor.
Para os amantes dos livros deixo aqui uma dica literária:
“Não contem como fim dos livros”- Humberto Eco e Jean-Claud Carriere
É um bate papo muito interessante, e de fácil leitura, onde os dois discorrem sobre a história dos livros e a indagação do momento: Os livros vão acabar?A resposta já esta no título, mas tem muito mais assunto ali dentro. Vale a pena.
Finalizando, penso que esta historinha que acabei de relatar demonstra, também, que Ipads e dispositivos eletrônicos não vão substituir a leitura convencional e a alegria que se sente a cada livro que se adquire (tocar, sentir, cheirar...), pois, no caso dos e-books esta só se dá uma vez: ao adquirir o aparelhinho, depois cada publicação é só mais um download, frio, inodoro e intangível.
Chegamos ao final de mais um ano, e foi um ano de comemorações para a indispensável internet, pois esta instituição comemorou seus 25 anos de criação. Em março de 1985 foi registrado o primeiro domínio “pontocom” de uma fabricante norte-americana de computadores, a Symbolics.
Passados 25 anos, a informática já faz parte do cotidiano de uma boa parcela da humanidade. A computação “nas nuvens” - ou seja, dados e programas que não ficam baixados no seu computador, mas sim hospedados em sites é um caminho sem volta, em breve teremos a possibilidade de ter todos os sistemas e arquivos operando pela internet (e não fixados em seu computador – seja um desktop ou um notebook). A grande vantagem é que onde estivermos e de qualquer computador, poderemos ter acesso aos nossos programas ou dados.
Já podemos ter nossos arquivos de músicas, por exemplo, em sites da internet, que ficam acessíveis e disponíveis em qualquer lugar do mundo, como seu carro, que ao invés de ter um "toca fitas" terá um computador acoplado ao painel com acesso à internet ou mesmo através da banda larga do seu celular, sem precisar carregar CDs, DVDs ou “pendrivers”. Teremos todo o nosso acervo musical disponível.
Apresento o site www.grooveshark.com, que, de forma gratuita, oferece milhões de títulos de todos os gêneros, tudo online (ou seja, sem precisar baixar nada no seu computador).
Desta forma, a computação nas nuvens é um caminho sem volta.
E falando em nuvens, dou-me conta que o tempo voa, ficando a pergunta: Como serão os próximos 25 anos? Poucos se arriscam afirmar, mas me atrevo a dizer que teremos um ótimo ano de 2011, pelo menos é vontade intrínseca deste amigo que te escreve com carinho;